Ao Roda de Fiar - Organização Popular de Comunicação, Cultura e Educação tem como objetivos em sua atuação:
a) Se opor ao cerceamento do direito humano à comunicação, seja pela livre expressão de pensamentos, seja pelo acesso à produção e recepção dos meios de comunicação de massa e/ou eletrônicos, observando os princípios de valorização das culturas nacionais e regionais, o direito à informação, o direito a uma comunicação educativa, à pluralidade de pensamentos através da pluralidade de veículos de comunicação, sendo contrária ao seu monopólio e oligopólio.
b) Fomentar a reflexão e ação sobre as diversas situações de injustiça que se fazem presentes em nossa sociedade, tanto nos casos de flagrante desrespeito aos direitos humanos fundamentais, como nas condições sociais e estruturais sub-humanas de vida, engendradas pelo sistema sócio-político-econômico vigente. Nesse ponto, a Roda de Fiar toma uma clara e inequívoca opção pelos excluídos, no que se refere à realidade política, econômica, social, educacional, cultural e ambiental.
c) Defender o direito dos diversos povos à manutenção de suas culturas, de seus modos de desenvolver economia, de entender e lidar com o meio ambiente no qual constroem suas histórias coletivas, compreendendo a importância do espaço geográfico para a existência dessas culturas e sabendo da importância de que os mesmos sejam respeitados pelas próprias comunidades ou por terceiros.
d) Estimular a organização do povo para que se conscientize de sua situação de opressão, descubra formas para conquistar e fazer valer seus direitos e para se defender das violências e arbitrariedades, promovendo, em todos os níveis, uma educação social e política para os Direitos Humanos. Este esforço deve possibilitar que o ser humano se torne, cada vez mais, sujeito de transformação da realidade.
e) Lutar para garantir a plena vigência dos Direitos Humanos em qualquer circunstância, defendendo a punição dos responsáveis pelas violações desses direitos e a justa reparação das vítimas.
f) Promover ações de conscientização que rotulem a falta de acesso à informação isenta e de qualidade como uma violação dos Direitos Humanos e Fundamentais e implementar meios práticos para suprir essa carência.
g) Contribuir com as atividades dos movimentos populares, ultrapassando os interesses institucionais, partidários e religiosos, considerando a pluralidade de opiniões e reafirmando a opção fundamental que é o nosso compromisso com os oprimidos.
h) Gerar, desenvolver, executar e administrar atividades e projetos nas áreas de comunicação, cultura e educação e programas de formação e aperfeiçoamento de cunho social e comunitário;
i) Prestar consultorias, assessorias nas áreas de comunicação, cultura e educação e realizar trabalhos gráficos;
j) Combater todas as formas de discriminação por confissão religiosa, diversidade étnico-cultural, gênero, opinião política, orientação sexual, cor, idade, deficiência física ou mental, condição econômica e ideologia.
k) Adotar medidas visando à captação de recursos para viabilização de projetos nas áreas de comunicação, econômica, política, social, cultural, ambiental e educacional, direta ou indiretamente relacionadas às aspirações de Justiça e Paz e as finalidades da Entidade.
l) Estabelecer redes, parcerias, contratos, convênios e intercâmbios com pessoas físicas e jurídicas de direito privado, grupos organizados da sociedade, organizações não governamentais, universidades, poder público e outras entidades – nacionais e internacionais - para um trabalho de cooperação a fim de garantir os direitos econômicos, sociais, políticos, culturais, ambientais, educacionais, sexuais dos diversos povos.
m) Promover cursos, seminários, palestras e eventos sociais ligados a assuntos de interesse cultural, artístico, educativo, sócio-ambiental e econômico, bem como uma linha de produção editorial, de áudio e audiovisual, visando à melhoria da qualidade de vida da população.
Foi realizada na manhã desta segunda-feira (30), na sede do Centro de Direitos Humanos de Palmas (CDHP), na Capital, a primeira reunião de movimentos populares e sociedade civil organizada para debaterem a construção da Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação. Estavam presentes representantes da Casa 8 de Março, da ONG Roda de Fiar, do CDHP, do Movimento Software Livre e Fedora Brasil, da Cufa – TO e da ONG Ecoterra, além da editora do Jornal Mulheres, Ana Maria Bittencourt. Ainda, foi deliberada a realização de um próximo encontro em que deverá ser formalizada a criação da comissão estadual e definidas linhas regionais de debate sobre comunicação.
A conferência estadual deve ser uma etapa preliminar de proposições para a I Conferência Nacional de Comunicação, pré agendada para os dias 1, 2 e 3 de dezembro. A realização do evento é uma luta travada entre sociedade civil e Estado desde a primeira gestão do Governo Lula e visa efetivar a Comunicação como um Direito Humano a ser garantido pelo Estado.
